terça-feira, 9 de maio de 2006

CASSINO PERNAMBUCO





Cassino Pernambuco


Há muito
tempo tem sido comum observar espalhadas por toda cidade casas de jogos, bingos
e as malfadadas máquinas caça-níqueis, cujos exploradores têm auferido lucros
altíssimos em detrimento de uma massa cada vez maior de incautos. Há alguns
anos tudo isso era instalado fora do alcance da Polícia; depois, pela falta de
repressão e até a conivência do Estado, passaram a infestar pontos nobres
da cidade, com diversas casas especializadas - verdadeiros cassinos -, além de
estabelecimentos comerciais de atividade tradicional, como padarias, bares e
até farmácias, locais de fácil acesso, e em razão disso, visitado amiúde
por pessoas com o caráter ainda em formação, tornando ainda mais deletéria essa
já nociva atividade.



O
Governo faz vista grossa e a jogatina corre livre em todo
Estado, de fato, e falta apenas legalizá-la por decreto, para torna-se de
direito. A maioria das casas e empresas que exploram jogos já estão
"autorizadas" pelo Governo e a única justificativa é que geram
empregos e tributos. Será que toda essa jogatina instalada no seio da nossa
sociedade, mãe de tantos males, praticamente legalizada, tem
gerado algum tipo de benefício para os pernambucanos? Para o Governo,
parece que sim. No entanto, a realidade é bem diversa. Não dá para
enxergar outro beneficiário a não ser os donos, os proprietários das casas
de jogos e os exploradores dessas máquinas.



É
irracional o argumento de que o mal, como a jogatina, por ser de difícil ou
impossível erradicação, deva ser legalizado. Um Estado que baseie o seu
orçamento não no trabalho honesto mas nos proventos da jogatina sob a alta
proteção das autoridades, está infamado para sempre. Infelizmente, para
o Governo e a Justiça no Estado toda essa jogatina constitui apenas uma
mera "diversão", quando muito atípico um "concurso de
prognósticos", uma grande fonte de receita para investimentos em
programas sociais e atividade correlata a outras exploradas pelo Estado. Na
verdade ela vem criando, ao mesmo tempo, novos e piores casos de
assistência social. Pois o jogo, como instituição normal, legalizada,
oficializada, é gravíssimo sintoma de decadência moral e política. À
mentalidade do esforço sucede a mentalidade da preguiça, o que torna ainda mais
sem sentido a cobrança de tributos sobre essa atividade ilícita.



Na semana passada, uma ação que envolveu Advocacia Geral da União,
Ministério Público Federal e Polícia Federal do Rio Grande do Sul, foram
fechados dezenas de bingos e lacradas 500 máquinas caça-níqueis na
cidade de Porto Alegre. Os
estabelecimentos estavam resistindo a cumprir a legislação, que proíbe, desde
2001, o funcionamento de bingos no Brasil. No início de fevereiro, a Justiça já
havia determinado o fechamento de 27 casas na mesma cidade. Os proprietários
dos bingos vão responder a inquérito policial. A lei existe para ser
cumprida.



Na
contra-mão da legalidade, verdadeiros cassinos encontram no nosso
Estado um terreno fértil regado a inacreditável onda de decomposição
moral da nossa sociedade. E os mais afetados são os nossos
adolescentes, as pessoas mais susceptíveis ao vício do jogo, um dos
caminhos para criminalidade. Não
é difícil perceber mais esse fator negativo na
construção de uma sociedade onde impere a probidade da vida, o amor ao
trabalho, a honestidade nas funções públicas, a integridade de caráter.



Os jogos
de azar são aparentemente inofensivos, mas, é apenas a aparência; pois, seus
efeitos sobre a vida das pessoas são extremamente destrutivos;
tornam-se em obsessão e compulsão, além de vício. O apostador habitual leva
ruína à sua vida e de seus familiares; muitos chegam ao extremo de
cometerem crimes, com a finalidade de conseguir dinheiro para manter o vício ou
saudar dívidas de jogo. A difusão da jogatina no nosso Estado, está conseguindo
plantar na cabeça da sociedade que a fama, sucesso e fortuna estão disponíveis
a todos, sem a necessidade de trabalho ou esforço.



É preciso
ter de fato vontade política para evitar o alastramento dessa doença
contagiosa que atinge, principalmente, nossa juventude carente, a que mais
sofre assédio desses bandidos. Para isso, precisamos retomar o combate efetivo
da criminalidade e isso passa também pelos jogos de azar
clandestinos e proibidos, incluídos aí os deploráveis desonestos caça-níqueis
que vem lesando a população de todas as cidades do Estado,
explorados, a maioria, pelos próprios fomentadores da violência, por
verdadeiras máfias do jogo. Não adianta apenas levar programas sociais
para dentro das comunidades e proibir o funcionamento de bares após às 23h. É
preciso também combater o mal do jogo, tão prejudicial como o mal das drogas, a
difusão e a propaganda da violência, a difusão do erotismo, especialmente nos
meios de comunicação social e tantas outras causas que carreiam para a
sociedade conseqüências trágicas. Ledo engano tentar diminuir os índices de
criminalidade em Pernambuco com acovardamento em tomar medidas realmente
eficazes.



Sei que
seria ingenuidade acreditar que o mal da jogatina deixará de existir por mero
decreto ou supressão de artigo da legislação vigente. Por outro
lado, fica fácil observar as suas conseqüências para a
sociedade pernambucana, pois, infelizmente, não só o jogo,
como também outros vários crimes e contravenções
penais foram riscados do Código Penal por
conivência, conveniência ou incompetência do Estado em combatê-los.



Adroaldo
Figueiredo
, Boa Viagem


BOTE A BOCA NO TROMBONE: "Quem cala
consente"
. Não fique de braços cruzados assistindo o Recife se acabar
na mão dessa gente incompetente que o governa. Não tem para quem reclamar? Coloco
a sua disposição mais de 3.000 endereços de e-mails de moradores de Boa
Viagem e de todos órgãos públicos e da imprensa, autoridades
e políticos do Recife, para divulgar a sua denuncia, seu protesto, sua
crítica (caso proceda e tenha alguma relevância), principalmente se ela diz
respeito ao bairro de Boa Viagem. Escreva para:
amabv@bol.com.br . Me
mande e-mails de pessoas que conhece (preferencialmente de pessoas que morem em
Boa Viagem) para que o possa também convocá-las
a participarem. Podemos até não conseguir consertar o Recife, mas daremos
um pouco de trabalho para os que estão conseguindo destruí-lo.




Reenvie este texto para sua lista de
amigos. Autorizo a publicação e a divulgação do mesmo em qualquer meio de
comunicação.




O artigo 13
- Liberdade de pensamento e de expressão da Constituição Federal, nos
itens 1 a 3 estabelece:




1. Toda pessoa tem o direito à liberdade de pensamento e de expressão. Esse direito inclui a liberdade de procurar, receber
e difundir informações e idéias de qualquer natureza, sem considerações
de fronteiras, verbalmente ou por escrito, ou em
forma impressa ou artística, ou por qualquer meio de sua escolha.




2. O exercício do
direito previsto no inciso precedente não pode estar
sujeito à censura prévia, mas a responsabilidades ulteriores,
que devem ser expressamente previstas em lei e que se façam
necessárias.




3.
Não se pode restringir o direito de expressão por vias e meios
indiretos, tais como o abuso de controles oficiais ou particulares de
papel de imprensa, de freqüências radioelétricas ou de equipamentos e
aparelhos usados na difusão de informação, nem por quaisquer outros
meios destinados a obstar a comunicação e a circulação de idéias e opiniões.








6 comentários:

  1. amiga vou dizer uma coisa pra vc...ja perdi muito dinheiro nessas maquinas....infleizmente adoro.....acho ate que sou um pouco viciada, mas queria que o governo acabasse com isso...cilene

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  2. Oi amiga,
    Eu acho interessante, mas não jogo, somente quando vou a algum lugar que tenham máquinas, não jogo mais que cinco euros.....já conheci muita gente que ficou de "tanga"..............
    Beijinhos,
    Francy

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  3. Eu tenho horror a jogo, de qualquer qualidade, principalmente quando envolve dinheiro. Já conheci algumas pessoas que perderam muito dinheiro e bens, por dívida de jogo. Eé incrivel como o governo autoriza estas máquinas que deixam as pessoas d tanga, porque jogam até o dinheiro da feira. . Eleny - Recife

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  4. É inacreditável!!!!!!!!!!!!!!!
    Eu não jogo e nem penso em perder o meu rico dinheiro para qualquer máquina que só leva para o dono................
    bs,
    Francy

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  5. "Os jogos de azar são aparentemente inofensivos, mas, é apenas a aparência; pois, seus efeitos sobre a vida das pessoas são extremamente destrutivos; tornam-se em obsessão e compulsão, além de vício".
    Excelente texto!!!! Não sei onde vamos parar e nem, em quem acreditar neste pobre Brasil!!!!!!!!
    Estamos perdidos completamente..........
    Parabéns pela escolha do texto.
    Beijos, Sonia.

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  6. De verdade, o texto é excelente. Aliás o Adroaldo tem escrito coisas muito verdadeiras e tenho o máximo prazer em publica-las.
    Não sei mesmo onde o nosso Brasil vai parar........
    Beijinhos,
    Francy

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