domingo, 14 de maio de 2006

DIA DAS MÃES, NO BRASIL......



ESPECIAL PARA TODAS AS MÃES,
de Vilma Duarte.


Queria falar de mãe de um jeito diferente. Sobrou
pouco para os enfeites do seu dia oficial. Quem sabe, enveredo-me pelo
caminho do sentir.


Mãe é caso sério e extraordinário! Mulher fazendo amor
em estado de poesia e parindo gente em versos de compor o poema de
existir.


Posso sentir tal milagre à flor da pele, mesmo sem ter
tido colo e filhos. A minha encantou-se, deixando-me nenenzinha. Todo dia,
rezo agradecendo-lhe o capricho que me deu no coração. Tanto e tão bonito
que posso gerar nele as minhas crias literárias, amar sem medição e ser
mãezona de tanta gente, quantas vezes precisar.


Mãe é um coração com útero... braços... mãos...
seios...farol...


Mãe é o puro e imenso amor. E como eu entendo de
amor!


Maravilha-me o fruir constante que impulsiona a
geratriz defender os filhotes como uma leoa, engolir as frustrações da
vanglória do filho perfeito com um sorriso de mãe na boca de palavras
escolhidas, perdoar setenta vezes sete, e corujar o rebento que trouxe à
luz.


Mãe é abraço apertado na generosidade. Aconchega
suave, cúmplice, protetora e fiel.


Mãe é escola de formar pessoas. Mestra, por intuição,
ensina paciente os caminhos de chegar e ficar no caminho certo.


Mãe é muito da felicidade procurada. Põe a mesa, lava,
passa, puxa as cobertas e ainda canta.


Mãe é o tempo, que o relógio não sabe marcar.
Cheirando leite, talco, cebola, amor, amontoa os dias no seu calendário
especial.


Mãe é auto-suficiência na cabeça de quem vive ao seu
redor. Onde já se viu mãe não ter saída ou solução para qualquer
problema.


Mãe é o trabalho que ninguém pode. De sol a sol com
extras em casa e na rua.


Mãe é o melhor do saudosismo que filho tem pra contar.
“Minha mãe fazia assim, ensinou-me assim, me deu isso assim-assim, amou-me
assim”.


Mãe é colo de rio manso que leva a gente nos braços,
até a margem segura.


Mãe é primavera de colorir jardins secos das sementes
mal plantadas.


Mãe é luar nas noites escuras de iluminar aonde
ir.


Mãe é chuva que lava a alma suja de mundo, e arco-íris
a pintar amanhãs com poesia.


Mãe é cerzideira da noite, emendando estrelas no
cortinado de proteger o mundo.


Mãe é alvorada de novas esperanças e promessa de outro
dia mais bonito.


A Mãe... é ser.

www.vilmaduarte.maytes.us




4 comentários:

  1. "Mãe é colo de rio manso que leva a gente nos braços, até a margem segura".
    Muito lindo este texto!!!!
    Parabéns!!!! Angela.
    Beijos para vc, Sonia.

    ResponderExcluir
  2. Amiga,
    Parabens á Vilma Duarte, nossa poetisa de Araxá, Minas Gerais...
    Muitos beijinhos,
    Francy

    ResponderExcluir
  3. Mãe é auto-suficiência na cabeça de quem vive ao seu redor.Onde já se viu mãe não ter saída ou solução para algum problema? ???
    Eé exatamente assim que acontece. Linda esta sua mensagem. Parabéns
    Eleny - Recife

    ResponderExcluir
  4. Amiga a mensagem é de Vilma Duarte, grande poetisa.
    beijinhos e obrigada por ela.
    Francy

    ResponderExcluir