RAPHAEL é um armênio que vive na Holanda e ganha a vida tocando "acordeon" em frente a supermercados e pracinhas, onde tem gente, lá está ele, com sua malinha aberta, tocando e as pessoas passam, gostam da música e poe-lhe uma moeda.... comecei a conversar com ele no meu holandês tosco e fizemos amizade, ele grava cd's copiando de fitas cassetes e muitas outras coisas. Ele toca de "ouvido". Há mais de dez anos, ele estava em Nova York e assistiu o filme "Capitães de Areia" e ouviu a música de Dorival Caymmi, "Suíte do Pescador" e conseguiu uma fita, começou a tocar e o faz até hoje. Certa vez eu estava passando e o ouvi tocando, foi daí que começamos a conversar e ele todas as vezes em que me vê toca essa música. No começo ou chorava que me fartava, mas agora, já acostumei........adoro ouvir essa música. Vai aqui a nossa homenagem a esse homem, autodidata e esforçado que passa o dia inteiro tocando para poder sustentar a família.
Algo sobre o assunto em holandês:
Raphael Martirossian is afkomstig uit Arménia en woont sinds een paar jaren in Nederland met vrouw en 2 dochters.Hij verdien zijn dagelijks brood met muziek uit die accordeon, en dus spelt hij vlak voor de ingang van supermarken, waar veel mensen komen en af en toe een muntje gooien in de acordeon box.
Ons eerste ontmoeting was toevallig bij een supermark hier in de buurt de Albert Hein beter bekend als de AH.
Nadat we klaar waren met boodschapen uit AH waren zeer blij verbazend klanken te horen uit een accordeon....
Op zicht niets vreemds maar dan komt de surprise, hij spelt nl een muziek uit de film "Capitães de Areia" en
een origineel van Dorival Caymmi, "Suíte do Pescador".
Een paar tranen vielen uit mijn ogen en ik heb hem bedank zonder dat hij begreep wat was aan de hand,
pas toen ik hem verteld, dat die muziek heel erg belangrijk, was voor mij en voor iedereen uit Brasil, was duidelijk voor hem.
Sindsdien zijn we vrienden geworden en we zijn reeds bij hem thuis op bezoek gewest, daar hebben we zijn vrouw en dochters leren kennen.
os músicos "de verdade" entram em sintonia com seus semelhantes...que linda estória você compartilho conosco. Nossa música brasileira "tocou" a alma desse saxofonista humilde. Que ele consiga cada vez mais se afinar com a música e com a generosidade das pessoas que o escutam.
ResponderExcluirAbraços
Com toda certeza. E é impressionante a quantidade de gente que se acerca dele para conversar ou somente cumprimentar e lá todos deixam uma moeda... e muitas crianças tb. Apesar da frieza do povo holandês, ele consegue a simpatia de todos e é um bom carater. Temos muita consideraçao a ele.
ResponderExcluirObrigada pelas lindas palavras. Vamos fazer a versáo para o holandês, assim ele poderá saber o que dizem de bom dele.
Beijinhos,
Francy
Que lindo. Minha sogra é armena, se ela visse isso...
ResponderExcluirOi Tete,
ResponderExcluirMostra a ela sim.........afinal é sempre bom encontrar conterrâneos em outras terras.
E os encontros de blogueiros??? quando será o próximo e onde?? me avisa, sim??
beijinhos,