sexta-feira, 25 de agosto de 2006

SISTEMA CARCERÁRIO JAPONÊS














Sistema Carcerário Japonês

No momento em que se discute o sistema carcerário no Brasil, apesar de
ser uma questão em crise desde seu nascedouro e que nunca mereceu dos poderes
constituídos a atenção devida e indispensável, vale a pena conhecer
resumidamente como o Japão trata do assunto.

Vamos ao fatos:

A filosofia que dirige o sistema carcerário japonês é diferente da que rege
todos os outros presídios ocidentais, que tentam reeducar o preso para que
ele se reintegre a Sociedade. O objetivo, no Japão, é levar o condenado ao arrependimento. Como errou, não é mais uma pessoa honrada e precisa pagar por isso.

"Além de dar o devido castigo em nome das vítimas, o período de
permanência na prisão serve como um momento de reflexão no qual induzimos o
preso ao arrependimento", explica Yutaka Nagashima, diretor do Instituto
de Pesquisa da Criminalidade do Ministério da Justiça.

Os métodos para isso são duros para olhos ocidentais, mas em nada lembram os
presídios brasileiros, famosos pela superlotação, formação de quadrilhas,
violência interna e até abusos sexuais. A organização e limpeza imperam e os detentos têm espaço de sobra. Ficam no máximo seis por cela. Estrangeiros têm um quarto individual. Além disso, ninguém fica sem trabalhar e não tem tempo livre para arquitetar fugas.

O dia do preso japonês começa às 6h50min. Às 8h ele já está na oficina
trabalhando na confecção de móveis ou brinquedos. Só pára por 40 minutos para
o almoço e trabalha novamente até as 16h40min.

Durante todo este período nenhum tipo de conversa é permitido, nem durante as
refeições.
O preso volta à cela e fica ali até 17h25min, quando sai para o jantar. Às 8h tem que retornar ao quarto, de onde só sairá no dia seguinte.

Banhos não fazem parte da programação diária.

No verão eles acontecem duas vezes por semana.

No inverno apenas um a cada sete dias.

"Não pode ser diferente porque faltam funcionários.

Mas damos toalhas molhadas para eles limparem o corpo", justifica-se
Yoshihito Sato, especialista em Segurança do Departamento de Correção do
Ministério da Justiça.

Logo ao chegar à penitenciária, os presos recebem uma rígida lista do que
poderão ou não fazer. Olhar nos olhos de um policial, por exemplo, é absolutamente proibido.

Cigarro não é permitido em hipótese alguma.

Na hora da refeição o detento deve ficar de olhos fechados até que receba um
sinal para abri-los.


Qualquer transgressão a uma das determinações e o detento termina numa
cela isolada.

Apesar de oferecer tudo o que teria num quarto normal (privada, pia e
cobertor), ela tem pouca iluminação.

Se houver reincidência na falha, será punido com algemas de couro, que
imobilizam os braços nas costas.

Elas não deixam nenhum tipo de marca, mas impedem o preso de fazer coisas
básicas.

"Os policiais colocam a comida dentro de uma cela numa tigela.

Sem a ajuda das mãos, o preso tem que comer como se fosse um cachorro.

Também tem dificuldades para fazer as necessidades fisiológicas",
reclama Yuichi Kaido, advogado do Centro de Proteção dos Direitos dos Presos.

Se ainda assim o detento desrespeitar outras regras, será mandado para a
solitária – a pior de todas as punições.

Ficará num minúsculo quarto escuro e não poderá se sentar durante o dia.

O controle é feito por uma câmera interna.

Muitos presos, principalmente os estrangeiros, se indignam com o tratamento e
processam o Estado pelos maus tratos. "Recebemos todo ano mais de cem
processos contra as prisões. Mas na maioria dos casos eles perdem porque
agimos exatamente dentro do que prevê a lei", afirma Jun Aoyama,
especialista em segurança do Departamento de Correção do Ministério da
Justiça.

Apesar das reclamações, quem vêm do exterior, recebem um tratamento ainda
melhor que os japoneses.

Além do quarto individual, ganham cama e um aparelho de televisão onde passam
aulas de japonês. A comida também é diferenciada. Não é servido nada que
desagrade religiosamente qualquer crença de um povo. Para os arianos, por
exemplo, não é oferecida carne bovina.

Um consolo para os estrangeiros que não podem nem pensar em cumprir pena no
seu país.

O Japão é a única nação do mundo que não aceita acordos de extradição.

Afinal, como causou sofrimento à população do arquipélago, o criminoso tem
que pagar por isso no Japão mesmo.

Assim conhecido o caso japonês, é interessante ver que nenhuma ou quase
nenhuma "Ong" de direitos humanos interfere no sistema, dita
políticas ou o governo permite que Senador durma entre os presos, sob a
justificativa de impedir represálias do Estado após rebeliões.

* Aliás como diria "rebelião de preso" em japonês?

Esta expressão não existe.


(LÉO G. MEDEIROS – CEL PM RR).











11 comentários:

  1. Pena que as pessoas competentes não pensam assim!
    bjim

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  2. Francy
    Esse texto é mais do que oportuno.
    Bom fim de semana.
    Ricardo Junior

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  3. Pena que os órgãos (in) competentes não pensam assim!
    bjim

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  4. Deviamos todos seguir o exemplo do Japão. Aqui os presos são tratados melhor que muita gente cá fora. E não trabalham, limitam-se a jogar e a ver tv.
    Vida boa.

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  5. Penso que está na hora de começar a utilizar o sistema japonês...
    Bom final de semana para ti tb.
    bs,

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  6. Os órgãos incompetentes do Brasil não fazem nada....

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  7. Paula,
    O sistema portugues é pior do que o sistema brasileiro e conhecemos casos e mais casos de arrepiar................
    bs,

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  8. Bons exemplos, ninguem quer seguir ou copiar...

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  9. Não sei porque no Brasil(que imita tudo) ainda não incorporou este sistema com algumas adaptaç~ao mais dura pros marajás daqui
    Abraço
    Daniel

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  10. É isso ai Daniel,
    Só copiam o que é errado e nada oneroso....
    Seria de grande ajuda e com certeza diminuiria a população carcerária e a despesa do Estado... como náo é coisa de sobrar os "famosos 20%" dos políticos, náo querem...
    bs,

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