Morada dos
sonhos
sonhos
Bira
Malta
Malta
O lugar onde moramos o lugar que as vezes chamamos de
lar, longe do país de origem e ainda assim encontramos uma forma diferente de
aconchego, na suavidade do algodão, na fronha, no travesseiro, no lençol que
aquece outros sonhos, na luz do abajur antes de dormir. O lugar onde o destino
nos trouxe, assim meio sem vontade própria, noas envolve de várias maneiras e
parece que vamos ficando um pouco mais, o que ficou pra trás já é historia
antiga, passado, lição digerida, sabatina na escola da vida. Depois da longa jornada de trabalho, os pés
descalços agradecem a proteção dos sapatos na lida e na rotina do dia, nos caminhos nem
sempre premeditados, nem sempre
conhecidos. Em tudo que não sabemos ainda antecipar há lições preciosas a serem
compartilhadas. Calo minha palavra pra
saber das inquietações alheias, das loucuras santas, das diferenças e das outras
personalidades. Não tenho vontade de ser o outro,apenas me divirto em brincar de
ser diferente,menos certinho e menos previsível. Mas no lugar onde moro vejo as
flores no jardim alheio, as minhas próprias flores guardo no peito, deixando-as
florescer no tempo exato da minha emoção. No que parece igual aos outros quero ser diferente,
singular e comum. Na confusão de idéias e na profusão de frases, me encontro e
me perco, me materializo nos fragmentos esparsos, no mistério da minha sina, nas
coincidências entre aspas. Mas o lugar onde moro nem feio nem bonito, mas na
medida quase certa das minhas ambições, ao alcance da mão, de um desejo outro,
de uma ponta de insatisfação pairando no ar, no lugar onde devia estar, nos
sonhos que mudam de lugar, no tempo que não pára e na hora que nunca atrasa seus
relógios pra gente apreciar o cair da noite, nos olhos cansados do dia, na brisa
que nunca chega e no manto que cobre o céu com outras estrelas. O lugar onde
moro aprendi a chamar de meu novo
lar.
lar, longe do país de origem e ainda assim encontramos uma forma diferente de
aconchego, na suavidade do algodão, na fronha, no travesseiro, no lençol que
aquece outros sonhos, na luz do abajur antes de dormir. O lugar onde o destino
nos trouxe, assim meio sem vontade própria, noas envolve de várias maneiras e
parece que vamos ficando um pouco mais, o que ficou pra trás já é historia
antiga, passado, lição digerida, sabatina na escola da vida. Depois da longa jornada de trabalho, os pés
descalços agradecem a proteção dos sapatos na lida e na rotina do dia, nos caminhos nem
sempre premeditados, nem sempre
conhecidos. Em tudo que não sabemos ainda antecipar há lições preciosas a serem
compartilhadas. Calo minha palavra pra
saber das inquietações alheias, das loucuras santas, das diferenças e das outras
personalidades. Não tenho vontade de ser o outro,apenas me divirto em brincar de
ser diferente,menos certinho e menos previsível. Mas no lugar onde moro vejo as
flores no jardim alheio, as minhas próprias flores guardo no peito, deixando-as
florescer no tempo exato da minha emoção. No que parece igual aos outros quero ser diferente,
singular e comum. Na confusão de idéias e na profusão de frases, me encontro e
me perco, me materializo nos fragmentos esparsos, no mistério da minha sina, nas
coincidências entre aspas. Mas o lugar onde moro nem feio nem bonito, mas na
medida quase certa das minhas ambições, ao alcance da mão, de um desejo outro,
de uma ponta de insatisfação pairando no ar, no lugar onde devia estar, nos
sonhos que mudam de lugar, no tempo que não pára e na hora que nunca atrasa seus
relógios pra gente apreciar o cair da noite, nos olhos cansados do dia, na brisa
que nunca chega e no manto que cobre o céu com outras estrelas. O lugar onde
moro aprendi a chamar de meu novo
lar.
U.Souto
Malta
www.biramalta.com
Que lindo texto, Francy!!!
ResponderExcluirEncerrou o meu dia em beleza, obrigado.
Beijinhos
Margarida
Francy, muito lindo seu texto!!! Gostei muito!!!
ResponderExcluirTenho um neto que morou 4 anos em Frankfurt e sentia algo semelhante....
"O lugar onde moramos o lugar que as vezes chamamos de lar, longe do país de origem e ainda assim encontramos uma forma diferente de aconchego"
Beijos,
Sonia.
O texto é lindo. O meu amigo Bira mora em Gouda-Holanda e é meu vizinho, pois vivemos em Leiden............... e escreve muito bem..
ResponderExcluirbs,
Amiga Sonia,
ResponderExcluirO texto não émeu, é do Bira um amigo que vive em Gouda-Holanda e somos vizinhos de cidade, vivemos em Leiden............. e eu tb sinto essa nostalgia de viver em terras estranhas.
bs,
sabe o que acho, o Bira, diz tudo que a gente gostaria de dizer...so que ele faz em cronica...e nao fica tao pessoal...ele e muito bom nisso, cilene
ResponderExcluirSim amiga,
ResponderExcluirO Bira escreve muito bem...sabe que ele é meu vizinho de cidade??
beijinhos,