Outras
expectativas
expectativas
Bira
Malta
Malta
Após
dois anos morando na Holanda, você se acostuma com certos hábitos, mesmo
significando que você não os aceite de bom grado. Num dia de chuva como hoje,
início de setembro, céu nublado, vários pensamentos rondando meus dias, sonhos e
objetivos, apreensões e medos e angústisa não curadas, os tais atos falhos,
manias e gestos repetidos de quem de uma certa forma ainda teme o presente e o
futuro. São outras expectativas que tenho como homem e imigrante, como
estrangeiro e como forasteiro em terras de fronteiras estreitas. Nas crônicas
que escrevo, meu reflexo projeta minha imagem em outras esferas, numa outra
dimensão. Quando me pensava fraquejar , me vejo recomeçando com a mesma fé e o
mesmo entusiasmo da primeira vez. Meu tempo interno é o que realmente importa
quando sei que ainda tenho portas pra abrir, pernas pra me levarem aonde preciso
ir , no momento exato ter os olhos e o coração generosos pra saber que nada sei
e é hora de aprender mais uma lição que a vida nos oferta. Nas rimas e linhas de
um verso pela metade, na intenção de uma palavra que escapa dos lábios, que foge
da minha cabeça, como fugitivo de uma revolução, quero transgredir sim , ousar
com idéias, ter a palavra que nos conforta e nos lança de novo em direção a mais
uma batalha silenciosa. Sobreviver no material e no emocional, como quem lê um
livro de páginas com frases pela metade, esperando o minuto seguinte pra serem
completadas, assim é o livro da nossa vida, onde o livre arbítrio, a escolha nem
tão certa nem errada, apenas correta em relação ao momento que vivemos, ás
exigências outras com as quais lidamos. Tenho outras expectativas, algumas bem
simples e outra a serem buriladas, como fio quase invísvel , tecendo o manto, a
vestimenta, ou simplesmnte um lençol pro frio interno, somos rei e medingos,
despindo a alma, e cobrindo as nossas vergonhas, nos despindo de certos
preconceitos e novamente errando por tão pouco ao apontar com um olhar de
estranheza o outro na rua, no trem , na via de acesso pra próxima cidade.
Estamos em movimento, buscando retas e caminhos, estamos procurando um
sobrenome, um nome dentro de nós, estamos de pés descalços quando pensávamos
estarmos calçados, estamos criando vida nova dentro de nós, nos erros e acertos,
nos atos incompletos, no que parecia certo e hoje é errado, estamos criando
outras expectativas e seguindo
adiante.
dois anos morando na Holanda, você se acostuma com certos hábitos, mesmo
significando que você não os aceite de bom grado. Num dia de chuva como hoje,
início de setembro, céu nublado, vários pensamentos rondando meus dias, sonhos e
objetivos, apreensões e medos e angústisa não curadas, os tais atos falhos,
manias e gestos repetidos de quem de uma certa forma ainda teme o presente e o
futuro. São outras expectativas que tenho como homem e imigrante, como
estrangeiro e como forasteiro em terras de fronteiras estreitas. Nas crônicas
que escrevo, meu reflexo projeta minha imagem em outras esferas, numa outra
dimensão. Quando me pensava fraquejar , me vejo recomeçando com a mesma fé e o
mesmo entusiasmo da primeira vez. Meu tempo interno é o que realmente importa
quando sei que ainda tenho portas pra abrir, pernas pra me levarem aonde preciso
ir , no momento exato ter os olhos e o coração generosos pra saber que nada sei
e é hora de aprender mais uma lição que a vida nos oferta. Nas rimas e linhas de
um verso pela metade, na intenção de uma palavra que escapa dos lábios, que foge
da minha cabeça, como fugitivo de uma revolução, quero transgredir sim , ousar
com idéias, ter a palavra que nos conforta e nos lança de novo em direção a mais
uma batalha silenciosa. Sobreviver no material e no emocional, como quem lê um
livro de páginas com frases pela metade, esperando o minuto seguinte pra serem
completadas, assim é o livro da nossa vida, onde o livre arbítrio, a escolha nem
tão certa nem errada, apenas correta em relação ao momento que vivemos, ás
exigências outras com as quais lidamos. Tenho outras expectativas, algumas bem
simples e outra a serem buriladas, como fio quase invísvel , tecendo o manto, a
vestimenta, ou simplesmnte um lençol pro frio interno, somos rei e medingos,
despindo a alma, e cobrindo as nossas vergonhas, nos despindo de certos
preconceitos e novamente errando por tão pouco ao apontar com um olhar de
estranheza o outro na rua, no trem , na via de acesso pra próxima cidade.
Estamos em movimento, buscando retas e caminhos, estamos procurando um
sobrenome, um nome dentro de nós, estamos de pés descalços quando pensávamos
estarmos calçados, estamos criando vida nova dentro de nós, nos erros e acertos,
nos atos incompletos, no que parecia certo e hoje é errado, estamos criando
outras expectativas e seguindo
adiante.
U.Souto
Malta
www.biramalta.com
Bonito. Gostei.
ResponderExcluirBeijos em flores para você. Bom Domingo.
Lindo, não é???
ResponderExcluirBeijinhos,