terça-feira, 25 de julho de 2006

Para tudo que levamos para a frente, deixamos algo para trás..



Um texto de Aldo Novak

Nas viagens que faço para Machu Picchu todos os anos, durante os dias
de carnaval, sempre tenho que escolher aquilo que levo na bagagem e coloco na mala. Sempre tenho que escolher o que deixar para trás, em São Paulo, antes de ir para o aeroporto.

A sua vida funciona do mesmo jeito. Você tem que
escolher o que segue com você. Você também tem que escolher o que vai deixar para trás. Não dá para levar tudo. Por isso uma frase que conheço há muitos anos, sempre recorda a importância das decisões que tomamos: para tudo aquilo que levamos para frente, deixamos alguma coisa para trás.
Isso funciona com tudo. Com todos. Sempre.

Você gosta de vários diferentes
alimentos, mas jamais poderia comer todos eles ao mesmo tempo, ou seria sua
última refeição. Você precisa escolher cada prato, separando o essencial
do trivial, ou do que apenas parece essencial.

Você escolhe e
deixa para trás os alimentos que podem ficar para outra refeição.
Isso funciona com tudo. Com todos. Sempre.

Você pode visitar muitos lugares
maravilhosos, em suas férias, mas seria impossível visitar todos os lugares do
planeta em uma única viagem, ou em toda uma vida, mesmo que você tenha mais
dinheiro que Tio Patinhas. Você precisa escolher o que visitar, separando
o essencial do trivial, ou do que apenas parece essencial.

Você
escolhe e deixa para trás os lugares que não sejam parte de seu roteiro de vida.

Isso funciona com tudo. Com todos. Sempre.

Você pode seguir várias
carreiras e ser muitas diferentes coisas na vida, mas não há vida para fazer
todas as coisas que você é capaz ou deseja fazer. Você se vê forçado a escolher
os caminhos possíveis com base no dia-a-dia. É necessário escolher no que você
passa 8 horas, separando o essencial do trivial, ou do que apenas parece
essencial.

Você precisa fazer escolhas. Você tem que se curvar à
realidade de que, para tudo aquilo que levamos para frente, deixamos algo para
trás. Não há opção.

Isso funciona com tudo. Com todos.
Sempre.

Cada escolha que você faz coloca em curso uma série de engrenagem
e roldanas infinitas, muitas delas quase imperceptíveis para você, e para os
mais desatentos. Essas roldanas, mesmo quando parecem sem importância, provocam
a queda de pequenas peças de dominó na linha da sua vida. Esse efeito dominó
será sentido por muitos anos, no futuro. Na verdade, por toda a sua
existência.

Você pode amar e ser amado por milhões de pessoas, mas teria
que transformar-se em milhões de pessoas diferentes daquilo que você é, ou
deseja ser. Você precisa escolher com quem quer partilhar suas alegrias, seus
desafios, suas lágrimas e seus sonhos, separando pessoas essenciais das
triviais, ou das que apenas parecem essenciais;

Você escolhe, e
deixa no passado qualquer pessoa que não seja parte desses sonhos.

Isso
funciona com tudo. Com todos. Sempre.

Quando a velhice chegar, e você
olhar para trás, toda a sua vida poderá ser compreendida pelas escolhas que você
fez entre o que levou com você e aquilo que escolheu abandonar.

Porque,
para tudo aquilo que levamos para frente, deixamos algo para trás.

© Aldo Novak www.academianovak.com.br





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