2006-07-01 - 00:00:00
Inglaterra: Uma história de traições
Contra os bretões marchar, marchar
No próximo dia 10 faz 634 anos que representantes dos reis
D. Fernando de Portugal e Eduardo III de Inglaterra assinaram o Tratado de
Tagilde, que lançou as bases da aliança luso-britânica, a mais antiga do Mundo.
D. Fernando de Portugal e Eduardo III de Inglaterra assinaram o Tratado de
Tagilde, que lançou as bases da aliança luso-britânica, a mais antiga do Mundo.
D.R.
O Mapa Cor-de-Rosa esteve na origem do ultimato britânico
que humilhou Portugal
que humilhou Portugal
O pior é que, desde o princípio, os nossos adversários de
logo à tarde nunca deixaram de nos espetar facas nas costas. Razão teve o
escritor francês Marquês de Ximenes que, em 1793, pôs à Inglaterra a alcunha de
‘pérfida Albion’.
logo à tarde nunca deixaram de nos espetar facas nas costas. Razão teve o
escritor francês Marquês de Ximenes que, em 1793, pôs à Inglaterra a alcunha de
‘pérfida Albion’.
'VEDE O JOGO DELES'
Mal chegaram a Lisboa, em 1373, para ajudarem D. Fernando
contra os castelhanos, os ‘aliados’ ingleses mostraram o que na verdade
pretendiam, como conta o cronista Fernão Lopes: “Esta gente dos ingleses [...],
quando se instalaram em Lisboa, [...] começaram a espalhar-se pela cidade,
matando e roubando e forçando mulheres. [...] Vede se era bom o jogo deles.”
contra os castelhanos, os ‘aliados’ ingleses mostraram o que na verdade
pretendiam, como conta o cronista Fernão Lopes: “Esta gente dos ingleses [...],
quando se instalaram em Lisboa, [...] começaram a espalhar-se pela cidade,
matando e roubando e forçando mulheres. [...] Vede se era bom o jogo deles.”
Em 1587, como se não bastasse aos portugueses terem perdido
a independência (1580-1640), sofreram as diabruras do corsário Drake, que
atacou Lagos e profanou o Mosteiro do Cabo de S. Vicente.
a independência (1580-1640), sofreram as diabruras do corsário Drake, que
atacou Lagos e profanou o Mosteiro do Cabo de S. Vicente.
Depois de nos ajudarem a expulsar os invasores franceses
(1808-1810), os aliados ingleses estabeleceram-se em Portugal como em terra
conquistada. O povo gemia sob o jugo do governo dominado pelo general britânico
Beresford, que tinha a patente de marechal do Exército português. Gomes Freire
conspirou para o derrubar, mas acabou na forca, em 1817. O manda--chuva inglês
foi corrido pela Revolução de 1820.
(1808-1810), os aliados ingleses estabeleceram-se em Portugal como em terra
conquistada. O povo gemia sob o jugo do governo dominado pelo general britânico
Beresford, que tinha a patente de marechal do Exército português. Gomes Freire
conspirou para o derrubar, mas acabou na forca, em 1817. O manda--chuva inglês
foi corrido pela Revolução de 1820.
ÀS ARMAS!
Em 1889, o governo de Barros Gomes desenhou o Mapa
Cor-de-Rosa, reivindicando para Portugal os territórios africanos entre Angola
e Moçambique. O projecto colidia com as pretensões imperiais de Inglaterra, que
nos enviou um ultimato, em 1890, ameaçando com a guerra se Portugal não
retirasse dos territórios em causa. Não houve outro remédio senão ceder.
Cor-de-Rosa, reivindicando para Portugal os territórios africanos entre Angola
e Moçambique. O projecto colidia com as pretensões imperiais de Inglaterra, que
nos enviou um ultimato, em 1890, ameaçando com a guerra se Portugal não
retirasse dos territórios em causa. Não houve outro remédio senão ceder.
A humilhação desencadeou uma onda antibritânica. Nesse ano,
o poeta Henrique Lopes de Mendonça escreveu a letra de ‘A Portuguesa’ que,
antes de se transformar em hino nacional, com a República, tinha um refrão a
apontar o caminho para o jogo desta tarde: “Contra os bretões, marchar,
marchar!”
o poeta Henrique Lopes de Mendonça escreveu a letra de ‘A Portuguesa’ que,
antes de se transformar em hino nacional, com a República, tinha um refrão a
apontar o caminho para o jogo desta tarde: “Contra os bretões, marchar,
marchar!”
'A PORTUGUESA'
Versão original de Henrique Lopes de Mendonça, 1890
“Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os bretões marchar, marchar!
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.”
João Ferreira
Com certeza o placar vai ser 2 x 1....
ResponderExcluirPortugal 2
Inglarerra 1
Vamos lá Portugal